Reinventando a Starbucks

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A Starbucks não atravessa uma boa fase já faz um tempo e vem fechando algumas lojas ao redor do mundo (aqui mesmo na Av. Faria Lima onde trabalho foi fechada uma unidade).

Agora, a empresa busca retomar o crescimento que colocou a marca, em muito pouco tempo, como uma das mais reconhecidas e admiradas em todo o mundo e faz isso lançando novos produtos ou mudando o tom da comunicação.

Mas será que somente isso pode trazer de volta a aura construída sob a posição de “melhor lugar entre o escritório e a casa” que fez com que a Starbucks criasse uma experiência de marca única e admirável?

Provavelmente não e a empresa parece ter percebido.

Eles abriram recentemente uma nova cafeteria em Seattle, cidade onde a marca surgiu. Até aí nenhuma novidade, porém esta nova cafeteria não possui nenhum vínculo com a marca Starbucks, nenhum logo, nem copos gigantes, linguagem promocional, nada, até o nome é outro, 15th Ave. Coffee & Tea. O lugar foi realmente desenvolvido para não se parecer com a Starbucks, mas sim uma boutique de café que recebe as pessoas da vizinhança.

Além de café o 15th Ave. Coffee & Tea serve chá e até vinho.

O site Brand Autopsy se pergunta então “por que uma empresa investe milhões de dólares para construir uma imagem de marca e depois simplesmente decide não utilizá-la e até mesmo escondê-la?”, a resposta vem do próprio site, “…para aprender!”. E realmente faz muito sentido.

O 15th Ave. Coffee & Tea não é uma nova Starbucks, mas uma experiência para colher percepções que podem ajudar a própria marca ou até mesmo na criação de uma nova.

Vale a pena dar uma olhada nas reportagens e imagens do local.

The Seattle Times
On Brands
Flickr 15th Ave. Coffee & Tea

Unbranding Starbucks I

Em alguns sites levantou-se a questão da Starbucks trabalhar para desfazer toda a imagem que a marca construiu durante anos. Não deve ser este o caso, a marca e o nome Starbucks são muito fortes e mesmo enfrentando a crise atual a empresa ainda possui associações muito favoráveis.

bnet
DK Holland

Unbranding Starbucks II

Existem alguns movimentos bem interessantes mundo afora conhecidos como culture jammers ou por praticar ações de unbranding, que questionam o “poder” de algumas marcas. Entre eles um bem antigo é o Reverend Billy e a “Church of Life after Shopping”.

Lembro que a alguns anos atrás o Reverendo fazia pregações nas portas das Starbucks contra a marca e agora, de maneira mais sutil, ele e seus seguidores também protestam contra a 15th Ave. Coffee & Tea.

 

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Uma resposta para “ Reinventando a Starbucks ”

  1. Brandimento » Nescafé. The Empire Strikes Back disse:

    […] Quem acompanha o blog a algum tempo já conhece a saga que a Starbucks cruzou no ano de 2009. Perdeu mercado, tentou algumas maneiras de se reinventar, viu o McDonalds se tornar um concorrente real e entrou no difícil segmento americano de cafés instantâneos. […]

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