Kraft Foods. Cinco meses depois…

kraft - kraft

E a Kraft mudou seu logo. Não, este post não esta atrasado. A empresa após 5 meses do comunicado oficial sobre o novo logotipo corporativo resolveu alterá-lo novamente.

A questão principal neste caso não é sobre o design em si, mas o que faz uma empresa do porte da Kraft Foods mudar uma marca após um período tão curto de tempo? Ou, por que o logotipo anterior foi anunciado se a empresa não tinha certeza que ela era a melhor representação da companhia?

Vejo em muitas discussões na internet questionamentos sobre investir ou não em branding e alguns profissionais minimizando este trabalho ao descrevê-lo como simplesmente “criação de logotipo”, o que não é verdade.

O logotipo é sim a principal representação de uma marca, mas não a única e o trabalho de branding deve estabelecer quais outros elementos devem ser gerenciados ou criados por meio dos diferenciais da empresa.

O profissional de branding deve se envolver em questões mais profundas do negócio, analisar concorrentes e mercado, fazer pesquisas e trabalhar para criar uma marca relevante com um posicionamento diferenciado para os consumidores.

Não parece ser o caso da Kraft Foods e até mesmo de algumas empresas que, atualmente, estão se reposicionando no mercado, ou melhor, mudando o logotipo (que também são coisas bem diferentes).

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Obama fez escola

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Muitos de vocês já devem saber que a campanha vitoriosa de Obama está influenciando o cenário político mundial e até mesmo os políticos brasileiros mais ortodoxos estão utilizando a mídia online como veículo para a divulgação de idéias e obtenção de votos (mesmo que o twiter pessoal de alguns seja “pilotado” por uma pessoa contratada).

Agora, o candidato republicano a governador do Maine exagerou. O logotipo acima é o da campanha de Les Otten e a similaridade com o utilizado por Obama é impressionante. Isto acontece no site dele também.

Qual será a estratégia que Otten busca? Confundir? Afinal, olhando para o logotipo fica claro que existe uma ligação com o símbolo de Obama e pode ser que as pessoas menos avisadas considerem existir uma relação entre os dois políticos que vai além da questão visual.

Espero que estas idéias não apareçam por aqui nas próximas eleições.

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Nova marca para o Pão de Açúcar

paodeacucar - paodeacucar

A FutureBrand acaba de redesenhar a marca da rede Pão de Açúcar. É a sexta vez que o logotipo muda em sessenta anos e a justificativa utilizada pelo vice-presidente da empresa, José Roberto Tambasco, é o compromisso da marca com as tendências de comportamento do consumidor.

Mesmo com tantas mudanças visuais, o Pão de Açúcar sempre foi coerente com a imagem da marca, construída sobre atributos relevantes e uma identidade forte. A marca é, sem dúvida, uma das mais bem posicionadas do País devido a uma imagem muito bem administrada ao longo do tempo, afinal, quando os fundadores possuem uma visão bem clara do negócio, as tomadas de decisão estratégica se tornam mais fáceis e acertivas. Auxiliando até mesmo os futuros gestores.

O investimento foi de 3,3 milhões e envolve a alteração das fachadas e interior das lojas até o final deste ano.

Leia aqui uma matéria sobre a mudança e neste link uma nota oficial do grupo.

A estréia do novo logo está prevista para o dia 16 (quinta-feira).

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O design em Cannes 2009

Nike Basketball: Paper Battlefield

Este ano o principal prêmio de design em Cannes também foi para uma grande marca, a Nike. No ano anterior, na estréia da categoria, a grande vencedora foi a Coca-Cola o que mostra a importância do design na construção de marcas líderes.

grand prix - grand prix

A Nike conseguiu o Grand Prix de Design com um case formado por 350 posters feitos à mão. Isso mesmo, um a um por atletas da liga de basquete organizada pela empresa em Hong Kong. Achei o resultado muito bom, mas ele se torna maravilhoso depois de termos consciência do processo utilizado na confecção dos impressos.

Cannes Lions 2009: Grand Prix Design - Nike (Paper Battlefield)

A Nike trabalhou de maneira brilhante uma tendência que há muito tempo já habita criações de designers em todo o mundo, o homemade.

PAPER BATTLEFIELD3 - PAPER BATTLEFIELD3

PAPER BATTLEFIELD2 - PAPER BATTLEFIELD2

PAPER BATTLEFIELD - PAPER BATTLEFIELD

Segue uma breve explicacão do case:

We have literally translated the spirit of competition onto the posters. 350 posters were handmade by the players. Images of the top 10 players, each representing a unique skill were turned into printing templates. Then they were invited to a silkscreen workshop to print their image on top of each other. The posters became their battlefield. The random cross-printing became their battles. And the printing process became our message.
Indication of how successful the outcome was in the market:
Places for the Nike Basketball League quickly filled up, and the posters became one of the most sought-after Nike collectibles among the players’ community. More importantly, being their own creation, the posters meant more than just posters to the players – the creative process became an exclusive and unique experience shared only by them in their community.

Veja todos os vencedores da categoria design em Cannes.

… e o Brasil?

Depois de uma tímida, mas, significativa participação em 2008, o Brasil resolveu entrar com tudo no segundo ano da categoria design em Cannes. Com 174 peças o país foi o líder de inscricões, seguido de potências reconhecidas no design como a Alemanha com 138 inscrições e Estados Unidos com 118. O investimento brasileiro foi de aproximadamente R$2 milhões e subsidiou, além das inscrições, a participaçao de 30 delegados e um stand no corredor principal do evento.

Com esta estratégia o Brasil levou sete Leões na categoria: Ouro para “Havaianas Identity” (AlmapBBDO). Prata para “Claro Identity” (GAD), “Havaianas Convite SPFW” (AlmapBBDO) e “Saxofunny Every Image Has a Sound” (DM9DDB).

E três bronzes para “Natural Medium” (Tátil Design), “Fiat Stilo See Further” (AgênciaClick) e “Fundação Arco-Íris Identity” (Indústria Nacional Diálogo Design).

O resultado das agências brasileiras fez o país ficar em quinto lugar no ranking desta área. O mais premiado foi novamente a Alemanha, com 5 Ouros, 2 Pratas e 5 Bronzes. Em seguida aparecem Estados Unidos (4 Ouros, 2 Pratas e 5 Bronzes) e Inglaterra (3 Ouros, 4 Pratas e 3 Bronzes). O Japão lidera o segundo pelotão, com 3 Ouros, 2 Pratas e 1 Bronze, seguido do Brasil e da Índia (1 Ouro, 2 Pratas e 2 Bronzes).

A divulgação do design brasileiro é importantíssima no exterior, mas não devemos nos esquecer de fazer a lição de casa. Precisamos criar uma identidade para o design nacional, algo inovador, relevante e diferenciador.

A coerência é um caminho para se conseguir atingir uma imagem forte e o Brasil não conseguiu traçá-lo em 2009. Na Bienal de Design (chamada de anatomia do design brasileiro) realizada este ano em São Paulo não me lembro de ter visto nenhum dos trabalhos premiados em Cannes. Não podemos ter um design nacional e outro para exportação, devemos ter a melhor representação gráfica produzida no país.

Isto acontece porque temos diversas associações de design que, aparentemente, não se conversam e diluem esforços muito importantes para potencializar o design como ferramenta de negócio, educação e gestão. Os países referência no design mundial possuem poucas associações e até mesmo órgãos únicos ligados ao governo que auxilia e estimula a prática e o desenvolvimento do design local.

Quando olho o mercado interno, vejo que precisamos também de investimento para fortalecer o design estratégico em nosso país e a importância desta matéria como geradora de receita em nossas empresas. Muito dos empresários brasileiros não sabem o valor que o design pode atribuir a uma marca e muitas empresas de design também não possuem a multidisciplinariedade na gestão e administração dos escritórios. Falta uma troca entre os universos do design e corporativo. Falta uma linguagem comum.

Vale lembrar que do shortlist em Cannes aparecem apenas 3 empresas com foco principal em design.

O caminho é longo e a visão não pode ser imediatista. Devemos trabalhar para que, no futuro, o nosso design seja relevante globalmente e essencial localmente.

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A nova “Pizza Hut”

Os hábitos das pessoas costumam mudar com a crise e o ato de comer fora de casa atingiu em cheio o bolso dos norte-americanos. Desta vez é a Pizza Hut que está tentando melhorar a imagem da marca e cativar os clientes que deixaram de jantar em restaurantes para economizar algum dinheiro.

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A empresa mudou, em alguns pontos, o nome e o logotipo da marca. Ela agora se chama “The Hut“.

Mas parece que a reforma não é apenas visual e a nova marca está buscando mudar a percepção dos clientes. A “The Hut” já possui um novo cardápio com pizzas mais naturais, massas e lasanhas.

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Está sendo desenvolvido também uma experiência de marca por meio da reformulação dos restaurantes e implementação de novas ações como uma rede interna de tv, a “Hut TV“, instalada dentro de 20 lojas para que as famílias jantem e passem mais tempo nos restaurantes assistindo programas de tv que fazem sucesso nos EUA.

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Existe no site oficial da Pizza Hut um comunicado sobre a nova marca e neste link você pode ver também o que diz o CEO da empresa.

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Como ser significativo

Em entrevista recente ao jornal Valor, Rick Wise, CEO da Lippincott (na minha opinião uma das três empresas de branding mais interessantes do mundo) disse, entre outras coisas, que por causa da crise a procura pelo trabalho de branding aumentou.

Quando perguntado se a GM possui uma marca forte o suficiente para recuperar a companhia, Rick responde que a GM é uma marca institucional e o desafio está na fraqueza das marca dos produtos da empresa.

Aproveite para dar uma olhada na linha do tempo que a Veja fez para ilustrar a história das principais montadoras americanas.

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Nova estratégia contra o imperialismo americano

Algumas marcas conseguem refletir e personalizar todo um país.

Os Estados Unidos, como pioneiros na criação de marcas, foram também os primeiros a exportar aquelas que incorporam suas principais características. O resultado é que marcas como a Coca-Cola, McDonalds e HarleyDavidson se tornaram sinônimos da nação americana, tanto para o bem quanto para o mal.

Hugo Chaves, presidente da Venezuela, sabe da força destes ícones e está atacando algumas destas empresas visando atingir o “imperialismo americano”. Veja o que foi publicado:

Governo proíbe Coca-Coca Zero no país.

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Brand New Idea

Geek Squad

Configurar a nova TV de LCD, programar o Home-Theater, eliminar os vírus dos computadores e, principalmente, ter paciência de ler os manuais dos eletroeletrônicos que compramos (você já parou pra pensar que quanto menores os aparelhos, maiores são os manuais?). Se para você esta é uma tarefa árdua e cheia de frustracões, seus problemas acabaram (pelo menos o problema de americanos e ingleses).

Chame a GeekSquad!

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Esta marca de serviços foi criada pela BestBuy para auxiliar os consumidores e garantir um bom pós-vendas de seus produtos (hoje em dia a Geek Squad atende a produtos adquiridos em qualquer loja).

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O interessante é como a empresa vende a marca: uma tropa de elite formada por nerds. Ninguém mais confiável para prestar este tipo de serviço do que eles.

Uniformes, veículos, site e abordagem, tudo alinhado pelo storytelling e traduzido em uma imagem de marca divertida e, muito bem construída, sobre atributos de personalidade relevantes ao público-alvo.

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A marca se diferencia das empresas que prestam um simples suporte ou helpdesk, apropriando-se de um estilo pessoal (os geeks) para criar elementos de marca fortes e de fácil lembrança.

Confira a história da marca (em inglês).

www.geeksquad.com

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Rockband meets The Beatles

Atualmente o mercado de videogames é maior que o do cinema e, segundo analistas, deve atinigr em 2012 renda anual de US$40 bilhões. Mesmo com as vendas nos EUA caindo (cerca de 17% em abril com relação ao mesmo período ao ano interior) as perspectivas são positivas.

Isto se deve à expansão e diversificação do público atingido (50% do público hoje em dia é feminino e a idade média é de 33 anos) gracas às novas tecnologias desenvolvidas nos consoles. Hoje em dia os games deixaram de ser jogos solitários onde o que importa é a habilidade do jogador.

Os jogos sociais são, atualmente, os preferidos das famílias e pessoas sem muita intimidade com o joystick. O principal expoente desta modalidade é o Wii da Nintendo, um console com controles sem fios, poucos botões, jogos mais tranquilos e que exige bastante disposição dos participantes (é o segundo mais vendido em todo o mundo e perde apenas para o modelo portátil da Playstation).

A partir deste cenário surgiram novos tipos de jogos, como o Rockband e o Guitar Hero. Neles, o jogador precisa acompanhar uma banda utilizando instrumentos no lugar de joysticks.

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Guitar Hero foi o primeiro e o líder de mercado até a chegada do concorrente Rockband.

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O princípio dos dois games é o mesmo: disponibilizar um grande número de músicas e, se possível, de bandas relevantes para a história do rock que possuam músicos virtuosos em suas formacões.

Pois agora, o Rockband promete nadar de braçada com o lançamento do game de uma das maiores marcas da história. Sim, marca. The Beatles.

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Além de ser a maior banda de rock que já existiu, os Beatles são tudo o que uma marca gostaria de ser: possuem um produto sensacional, presente em diversas situacões nas nossas vidas, capas (embalagens) históricas, lendas, mensagens subliminares, fãs em todo o mundo, marketing impecável, personalidades diferentes para cada um dos fabfours e uma história única costurada pelos albúns e músicas.

Uma marca emocional com certeza. Tudo o que está vinculado a ela ganha contornos de devoção, desde um relançamento de álbum até um livro, passando por leilões, carros, viagens a liverpool (experiência da marca) e shows. Tudo o que possua o logotipo The Beatles emociona os saudosistas e, talvez, o game seja o passaporte de entrada para os mais jovens no incrível mundo desta marca.

Este novo Rockband também é o primeiro a acompanhar réplicas perfeitas dos instrumentos da banda de Liverpool, inclusive o baixo Höfner que ganhou um novo status depois de ser utilizado por Paul McCartney e hoje em dia tem comunidades na internet e é considerado um dos instrumentos mais importantes da história da música. Paul McCartney disse uma vez: ” Me lembro de ter visto por lá um baixo que era bem barato. Os Fender custavam em torno de 100 libras e não estava ao meu alcance, tudo que podia gastar era por volta de trinta libras, então por esse preço achei o Höfner Violin Bass feito na Alemanha. Pra mim parecia muito adequado já que, como sou canhoto ele parecia menos esquisito, mais simétrico….então o comprei. ”

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Depois disso, o baixo Höfner nunca mais foi o mesmo. Provavelmente o game Rockband também não será.

Lançamento do game em conferência com Ringo Starr e Paul McCartney.

Veja os vídeos criados para o lancamento do game. Emocionante.

http://www.thebeatlesrockband.com/

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Teste do reconhecimento das marcas

Nesta matéria postada no site de Época Negócios você pode ver algumas embalagens de marcas bem conhecidas para nós brasileiros dispostas num mercado em Dubai.

Exatamente por isso elas utilizam o alfabeto árabe na composição dos logotipos.

Neste tipo de experiência, fica fácil entender a importância da coerência e consistência visual numa identidade de marca, pois mesmo que você não leia o nome fica fácil identificar o produto.

Veja aqui.

Dica do Amilton Neves.

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